segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Walter Rodrigues vai ao Japão. De novo. E se supera (ou quase).


Walter completa 50 anos com mais uma coleção inspirada no Japão. Na passarela, o show começa trazendo fortes elementos militares. Sinal do inteligente abandono dos vestidos de festa por parte do estilista. Uma benção pra quem procura uma moda mais vestível e versátil, e praga para as madames que adoravam a moda festa do artista. Reposicionamento resultante da abertura da loja em São Paulo.
Saias volumosas remetem ao uniforme de kempo, uma arte marcial japonesa. Os tecidos, em geral são fluidos – embora no início do desfile apareçam encorpados – mostrando looks que oscilam entre o amplo e o ajustado ao corpo.
A cartela de cores é simples e gentil: branco, azul, preto, nude, fendi, vermelho. Algumas peças em berinjela e tons pastel não se dão tão bem com o conjunto, uma falha perceptível na edição das peças (quando se montam os looks e se define a ordem em que eles entram na passarela). Na modelagem, roupas amplas, calças curtas, quimonos mais ajustados, ombros desconstruídos, decotes assimétricos (lindos!), casaquetos militares nos mostram uma silhueta que hora é ampla e fluida, hora é ajustada.
O grande hit de Walter foi a dispensa do salto alto, que deu lugar a MARAVILHOSOS! All Stars de SEDA! A gente aqui que é fã do tênis mais básico do mundo, tá rezando pra ele nos presentear com um par, diz aí!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Fashion Rio Dia 02 - Cantão: Istambul Fashionista na despedida de Yamê Reis


Como sempre, entre mundos, a desdepedida de Yamê Reis da direção de estilo da Cantão levou o espectador a viajar. Mais do mesmo? Que seja, mas uma mesmice muito boa e funcional. Porque além de encantar os expectadores na passarela, os looks de Yamê para a marca FUNCIONAM e muito bem.
Apresentando com exclusividade a atriz Fernanda Lima e uma cartela de cores simplesmente perfeita (olhem as combinações das cores em cada look, gente, não é de chorar no cantinho? @carolparanoia, um beijo!), a Cantão veio mostrar que Istambul e a fusão cultural que esta cidade representa tem tudo a ver com o bronzeado das meninas do Rio de Janeiro.
E nessa mistura louca tem de tudo um pouco: estamparia, musselines, paetês (quero agora!), xadrezes (paixão nacional!), veludos molhados, patchworks. Tudo pretensiosamente descombinado, como as cariocas e o resto das brasileiras gostam.
Pra prestar atenção: vermelho!, peças amplas, vestidinhos curtos, paetês, polainas de lurex, dourado!, correntes e medalhinhas.

Fashio Rio Dia 02 - A Printing e seu caso de amor com a moda internacional


Até agora, a Printing fez o meu desfile preferido (soma-se ao maravilhoso desfile de Giulia Borges) desta temporada – pelo menos até aqui .
A marca, sempre antenada no que há de mais cool nas passarelas lá de fora, manteve a linha de criação propondo, segundo a stylist, Márcia Queiróz “um olhar não-convencional sobre o luxo”. E a inspiração da vez é a Lanvin de Alber Elbaz, que sempre aposta em uma mulher moderninha, mas que nunca deixa de ser sofisticada.
O grande lance do desfile está na pesquisa têxtil que ele sugere para o expectador e também na cartela de cores, no mínimo inusitada – a redação do site CHIC disse que a cartela era de muito bom gosto (concordo!) mas bastante arriscada – a marca dirigida pelo estilista Daniel Rodrigues trouxe para a passarela um espetáculo em que os personagens são os canutilhos gigantes, maxicolares e zíperes aparentes.
Os tecidos seguem um mix muitíssimo atraente entre o vintage e o tecnológico: os tweeds de lã com metal (!!!) e algumas peças feitas de musseline com lurex (!!!). O resultado final, somados todos os riscos é fantástico: os ombros marcados e firmes, bons drapeados , vestidos de cetim estampados (lindos, gente, eram simplesmente lindos!), blazers bem cortados, hotpants (previsível?).

Um desfile que ganhou os nossos olhos aqui do Casulo pela preciosidade dos detalhes. A Printing se supera, fazendo funcionar essa idéia de se inspirar na moda gringa.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ausländer, Giulia Borges: Fahion Rio is ON, babies!

E o primeiro dia foi bastante movimentado. Rio de Janeiro, quase 40 graus (32 mais precisamente). Para chegar ao Píer Mauá, muito trânsito. Nos corredores, alguma confusão.
Ao contrário da temporada passada um erro bastante criticado foi corrigido: o número de desfiles/dia foi reduzido para esta temporada e a RG Vogue acredita que esse ajuste chegou ao número áureo.

A primeira noite trouxe boas surpresas. A Ausländer fez a minha alegria, assim como também deve ter feito a da minha querida Livia Facirolli, dona do Glamour Paraguaio, apostando na temática glam rock. Para quem acompanha a moda de além mares, a marca não apresentou grandes novidades e sim um mix de Balmain, Givenchy, McQueen. A coleção trouxe para a passarela, além do menino do Rio, Rodrigo Santoro, botas fetiche, vestidinhos curtos com silhueta bastante ajustada, leggings masculinas (será que vai pegar, Brasil?!) e as tão famosas camisetas que, com suas estampas divertidas e nada comuns, fazem o sucesso da marca nas prateleiras do Brasil. Na cartela de cores basicamente preto, cinza, um ou outro toque de branco e uma jaqueta prateada que promete ser o hit da marca neste inverno. Por trás da temática rock é fácil enxergar uma referência gótica e apocalíptica, uma vez que a coleção chega agredir os olhos de quem, como nós, está vivendo um verão dantesco. No entanto é esperta e se o inverno for como o de 2009, bastante praticável.



Giiulia Borges fez, para mim, o melhor desfile do primeiro dia. A estilista se inspirou no medo do escuro que todo mundo sente desde a mais remota infância, provavelmente uma memória ancestral que virou instinto, uma vez que homem sempre foi caça e não caçador durante a noite. A inspiração de Giulia resultou em uma coleção com bons vestidos e sainhas curtinhas de modelagem que variavam do godê até a silhueta acorseletada, (tendência que apareceu nas passarelas de verão e foi bastante comentada) meias-calça de tule point d’espirit, golinhas arredondadas e muitos laços, por todas as partes, além de jaquetinhas curtinhas fofíssimas , pluminhas e franjas que trouxeram para a passarela um perfume infantil. A cartela de cores trouxe o preto, branco e nude em diversas nuances, mas a graça ficou por conta do vermelho (tendência feelings, hein?), maravilhosamente trabalhado pela estilista.



a Fernanda Albano (@fer_albano) está me ajudando a cobrir esta temporada de moda, então meus agradecimentos para ela!
Stay tuned
@missdandan