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terça-feira, 10 de julho de 2012

Afinal, moda pra quê? - Parte 2


No post anterior, falei da dualidade dos sentimentos do mundo em relação à moda, do seu caráter democrático velado por diversos mitos e preconceitos. Expliquei as mudanças que a moda sofreu no pós-guerra e chegamos à formação da sociedade de consumo. Nesta segunda parte, pretendo discutir a evolução do cosumo e da moda, da década de 70 até o final dos anos 80, com a consolidação das grifes enquanto código de riqueza, preparando o caminho que levará a uma resposta para a pergunta inicial deste post: Afinal, pessoal, moda pra quê?

Na década de 70, a moda tornou-se ainda mais diversificada, dividindo-se em duas amplas frentes: roupas clássicas e fáceis de usar e trajes de fantasia. Para o vestuário feminino, há neste período uma quebra da silhueta rígida e triangular da minissaia, substituída pelas linhas longas e esbeltas dos comprimentos midi e máxi, além da crescente dependência que a mulher criava em relação às calças. Paralelamente, a preocupação dos homens com o estilo aumentava.

Neste período, Nova York e Milão, fortificavam sua presença – construída ao longo da década anterior – no cenário mundial da moda, apesar da forte crise econômica gerada pelo aumento de 70% nopreço do petróleo em 1973, o que obrigou a indústria o ritmo. A Guerra do Vietnã chegava a seu fim, mas a violência continuava presente nos conflitos relacionados aos distúrbios raciais e protestos estudantis nos Estados Unidos e em toda a Europa. O movimento feminista tendia a ser antimoda, mas textos a favor da Libertação Feminina, como "Sexual Politics", de Kate Millet, tiveram a influência formadora sobre muitas jovens com consciência de moda e consciência social: o visual “menininha” foi substituído por um estilo mais “adulto”. À medida que a sociedade se tornava progressivamente multicultural, os estilistas também voltavam suas fontes de inspiração para conceitos de vestuário não ocidentais. Com a introdução dos Jumbos no mercado da aviação, as passagens se tornaram mais baratas e as distâncias foram diminuídas, aproximando o mundo e suas exoticidades.


Neste climão de VALE TUDO, os estilistas encontraram inspiração nos acontecimentos mais soturnos. Paralelamente, houve também uma busca (como é comum em tempos de crise) pelo vintage  das décadas de 30 e 40. Num panorama geral, a moda havia se consolidado  como uma questão de escolha pessoal, e não mais um acumulado de ditames.

A década de 80, para muita gente, caracterizou-se como um contraponto direto ao declínio econômico, distúrbios políticos e fragmentação social. Os anos 80 foram prósperos, pelo menos até meados de 1987, com a quebra do mercado de ações.

Estes dois climas muito diferentes viram a ascensão de modas igualmente distintas. O início foi marcado por certo conservadorismo, um “quê” de nostalgia, em que tudo que pertencia ao passado ou considerado “tradicional” era desejável. As decepções com o presente e a desconfiança em relação às inovações tecnológicas se refletiram em muitas coleções, que ofereciam peças que iam do clássico ao retrô: a moda podia ser considerada “segura”.

Num segundo momento, os aspectos mais negativos do período estimularam o desenvolvimento de culturas mais radicais, entre elas o PUNK, nascido em Londres, como uma manifestação de alguns grupos de jovens desempregados e estudantes – principalmente das escolas de arte da capital, reunidos em torno da famosa butique de Vivienne Westwood (sim, aquela que tem uma co-le-ção de colaborações com a Melissa, lembra?) e Malcom McLaren, na King’s Road.


A identidade punk foi formada pela estilização dos próprios punks, os modelos de Westwood e McLaren e a formação dos Sex Pistols (se você não ouviu, OUÇA!, pelo amor de Deus!). Desenvolvimentos similares se formaram na mesma época, tanto nos clubes de Nova York como na cena musical americana, entre cantores como Iggy Pop e Lou Reed. Gradualmente o movimento punk se alastrou para toda a Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente, principalmente o Japão.

Outro aspecto importante da década de 80, o deslocamento para uma moda mais cara e ostensiva, que refletia uma época mais obsecada pelo dinheiro e com maior consciência de imagem, fez com que se tornasse chic assinalar a própria riqueza usando roupas e acessórios de grife. Assim, as grifes proliferaram. As bolsas da Louis Vuitton, as fivelas e botões grandes de Moschino e as bolsas Chanel tornaram-se acessórios tem-que-ter. Esta importância perdura até os dias de hoje, principalmente entre os jovens de classe média, como trampolim para a construção de alguma identidade, em meio a um período tão turbulento e carregado de incertezas.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

AFINAL, MODA PRA QUÊ? - Parte 1



Resolvi escrever este texto pra todo mundo que gosta de moda buscar uma profundidade que vá além do “Look do Dia” – ainda que este tenha abalado as placas tectônicas da moda mundial, como bem colocou Mônica Salgado, editora da Glamour BR – e consiga refletir a respeito desta dualidade absurda que está liga à moda. É também (e principalmente) pra VOCÊ não gosta de moda, acha que não se identifica com ela, ou pensa que é assunto pra gente fútil e desprovida de neurônios que gosta de viver de aparências. É um incentivozinho, pra você enxergar o outro lado, em que a moda é arte, é meio de comunicação instantâneo, cartão de visitas e assim, de leve, o segundo setor que mais emprega no Brasil.

Este post terá três partes, e faz parte de uma tentativa desta blogueira que vos fala, de FAZER DIFERENTE, mas de um jeito SIMPLES e FÁCIL de ler.

Afinal, moda, pra quê?

Tá aí uma pergunta para a qual a reposta - independente do nível de elaboração - custa a convencer quase todo mundo que não é apaixonado por moda.

E por mais que a gente torça no nariz, é compreensível. Se outrora a moda era artifício inerente às habilidades de uma moça prendada (capaz de pintar e bordar, entre outras artimanhas), ou às grandes “Maisons” praticantes da alta costura, hoje ela se esconde por trás do consumo, do boom da indústria, do glamour exagerado conferido por T-O-D-A-S as mídias e principalmente pela vaidade que impulsiona o desejo (leia mais nessa entrevista babado do Flávio Gikovate pra Oficina de Estilo). E foi assim que a moda ganhou esse ar de mistério, se cercou de mitos, tornando-se um conceito que para muita gente é intangível e carregado de preconceito.  É muita gente entendida DE moda, e pouquíssima gente entendendo A moda.

A escritora Valerie Mendes - autora do livro “A Moda do Século XX” -  explica em seu prefácio que “(...) a obsolescência da moda, pela qual as roupas são descartadas antes pelo desejo de novidade estilística do que por razões utilitárias, gera reação apaixonada tanto dos consumidores quanto dos teóricos” fizeram com que a moda fosse ridicularizada, tratada como um fenômeno estético meramente frívolo –“ como está sempre mudando, não pode ter nenhum valor duradouro”.

Na contramão do descarte, a autora conta que a partir de 1900, “a moda passou a chamar a atenção de um leque cada vez maior de acadêmicos, fascinados pela sua significação multidisciplinar e interdisciplinar”. Ou seja, parte da academia passou a achar a Moda não tão frívola e sem valor.
Seus olhos então se abriram para o fato de que a moda é a expressão artística mais POPULAR  e DEMOCRÁTICA de todas, dado que todas as pessoas, sem distinção alguma e a qualquer tempo tem a NECESSIDADE de se vestir  (ninguém quer sair mostrando suas “vergonhas” por aí, não é?) e se adornar (o ser humano tem obsessão pelo conceito de BELO, então já que vai vestido que seja bonitinho, ué).



Essa tal DEMOCRACIA que a moda proporciona leva todo mundo a participar do seu processo de desenvolvimento, experimentando seus prazeres e suas dores – super conectados ao poder de compra, ao desejo de consumo, às mudanças e movimentações sócio econômicas, políticas, culturais, formação de identidade – individual ou grupal – entre outros diversos aspectos.

Esta percepção só ficou bem clara, após o encerramento da Segunda Guerra Mundial, quando a sociedade passou a se preocupar muito mais com a aparência: dá até pra dizer que esta preocupação era resultado de uma mudança de foco, já que os dias tristes de batalha, medo, insegurança e miséria haviam chegado a um fim. O foco agora era a recuperação político-econômica dos países envolvidos no conflito, das cidades destruídas, de levantar e seguir em frente. Tudo isso traduziu-se em uma necessidade de amplitude – a gente pode inclusive inserir o new look da Dior aqui, né? Quer coisa mais ampla do que aqueles saiões? –  impulsionada pela cobertura cada vez maior da imprensa, a era de ouro do cinema e o surgimento, dentro das maisons e dos museus, de um interesse por documentar a moda, como nunca antes havia acontecido.

Mas foi no período compreendido entre o final da década de 50 até a década de 70, que ocorreu o que eu gosto de chamar a Grande Revolução Fashionista. Em 1957, a Europa já se recuperava bem, com a ajuda do Plano Marshall, das carências e privações do pós guerra. Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, “as estatísticas registravam um mercado adolescente em crescimento, com grande rendimento disponível.” O surgimento deste público trouxe a juventude para o primeiro plano, afinal os jovens não apenas representavam uma nova fatia consumidora da população, mas passaram a ser o protagonistas de uma verdadeira revolução, iniciada com o Maio de 68, na França, passando pelos avanços do Movimento Pacifista nos Estados Unidos, a Ofensiva de Tet – responsável pelo fim da Guerra do Vietnã – e chegando à Batalha da Maria Antônia, como ficou conhecido o conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie, em tempos de Ditadura.


A prosperidade e o ritmo frenético de mudanças, teve um impacto dramático sobre a produção e a comercialização de moda. Os jovens se dividiam em grupos, e a moda acompanhava estes passos. Havia, pela primeira vez, surgido o conceito de estilo, advindo de uma formação de identidade de grupo muito forte. Tanta agitação e novidade, fizeram com que o romantismo e o sentimento de amplitude da década de 50 dessem lugar aos tubinhos, ao grafismo, às estampas alegres e floridas e às minissaias de Mary Quant. Aliás, a capital mundial da moda se deslocou temporariamente de Paris para Londres, onde jovens estilistas faziam moda “para o jovem médio da rua e não para poucos indivíduos selecionados e ricos”. A alta costura entrou em declínio, e para não sucumbir, as grandes Casas começaram a expandir suas operações de “ready to wear” além de partir para as opções lucrativas de perfumes e maquiagens.

Neste momento, a moda presenciou o nascimento da era do descartável e do consumismo.

(continua!)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Look Pega Rapaz ... ou não.

Com tanto blog de moda parecido que vem surgindo por aí, fica difícil se surpreender com alguma coisa.
Estava eu (zinha) lendo a coluna da minha (e deste blog, e espero que a de vocês também) Costanza LINDA Pascolato na Vogue e de repente pensei: "AÍ SIM FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE".  Saca só:

Esta garota, Leandra Medine, estudante da Parsons em NY, após tomar um toco do boy amado e sair pra queimar o cartão de crédito na TopShop (isso dá um filme, né?), resolveu criar o The Man Repeller, blog que surgiu partindo da teoria de que aquelas que se autodenominam fashionistas geralmente saem de casa vestidas de maneira a repelir os boffes deste mundão de meu Deus. 


Inteligente e super irônica, a mocinha fala de tudo o que os demais blogs falam hoje em dia, com a diferença de que, vez ou outra, mostra com genialidade como é que aquela roupa que em tese deveria fazer o boy magia sair locão atrás de você pode fazer com que ele simplesmente te ignore e diga: vá de retro, doidona!

Uma maneira divertida e muito engraçada de mostrar que na vida da gente que gosta de moda, tudo é uma questão de styling. Um exercício super legal de personalidade e conhecimento de moda.
Super recomendo!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dolce & Gabanna



Quer imagem mais riqueza? Gostoso é quando a moda faz a gente sentir saudade de um tempo que a gente não viveu, né? Boudoir, te amo, lindeza!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tá Linda!




É muita riqueza essa mulher, né, gente?! <3

Paixonite Instatânea

Como eu nunca tenho tempo pra organizar uma pauta semanal pro Casulo, hoje vou falar de coisinhas que eu ando amando loucamente, minhas últimas paixonites instantâneas. 


Por tópicos: 
Eu não sei vocês, mas eu já tô começando a ficar meio cansadinha do estilinho total rocker. É claro que eu não vou deixar minhas tachinhas e minhas camisetas de banda pegarem poeira no armário. Mas ultimamente eu ando adorando um... digamos... perfuminho lady like. Olha essa primeira imagem da montagem, que coisa linda, meu Deus!


Falando em Lady Like, tem coisa mais amor do que essas peças de lingerie vintage da Maria Filó?! Já tô fazendo aquela provisão pra comprar as minhas. Coisa mais linda!! Tem mais no blog da loja, clica aqui pra ver. 


Confirmando que a moda paulista nunca foi tão carioca, a coleção de verão da Espaço Fashion já chegou às lojas e eu tô querendo comprar tudo e tá divina. Já virou etiqueta favorita no meu guarda roupas pelo bom gosto e pelo precinho COLEGA. Só cuidado porque a modelagem da loja é a little tricky hehehe. Aqui tem o blog da loja, super bacaninha e no site você pode fazer seu próprio catálogo! RICO!


Esquece as lojas, as marcas, tudo! A única coisa que eu consigo desejar loucamente é um quadril menor uma saia de pluminhas igual a da RHYCA da Ana Dello Russo!! Alô Bobô, cadê?

A segunda paixão do momento são as meias sete oitavos. Eu fui até o Empório de Meias São Jorge e comprei algumas mas o fato é que minhas pernas são gordinhas demais pra elas, e eu não curto aquelas meias rendadas, acho cafonéééérrimo. Então, eu dei as meias pras amigas e entrei na academia, porque continuo achando bonito.

A Fê, colega de faculdade é completamente louca por esmaltes e coisinhas pra unha e leitora assídua do Mão Feita e estava usando uma unha cheia de um glitter muito amor, que não era exatamente um glitter era um brilhinho mó charmoso. Desde então, estou apaixonada por esmalte com brilhinhos!

No mais, ando querendo comprar a Galeria Ouro Fino inteira, louca por um Starbucks e enrolando pra fazer tatuagem. E ah, só pra completar esse post meio COLCHA DE RETALHOS: Gossip Girl, começa logo, sua linda!







sábado, 5 de junho de 2010

Olheiras: SAI, EXÚ!

Esses dias fui almoçar no shopping com minha amiga Elis @elisguanaes  e aí ela sentiu vontade de retocar a maquiagem porque estava preocupada com as olheiras. 
NORMAL, né? Quem dorme pouco sabe como é ter que conviver com a carinha de URSO PANDA na manhã seguinte. Mas o lance também pode ser genético, então digamos que TODO MUNDO sabe como é acordar que nem essa fofura de bichinho e ter que olhar no espelho: DRAMA.

Eu não sofro muito com as minhas, a não ser quando eu estou em época de provas na faculdade (tipo agora, que eu deveria estar estudando MAS tô aqui escrevendo isso) e aí eu apelo pra um corretivo amigo. Mas eu sofro junto com a Elis e sou solidária a todo mundo que se desespera tentando esconder essas marvadas!! A Elis tem a pele mais in-crí-vel do universo, parece porcelana, não tem um cravinho pra contar a história (o próximo post de beleUza eu vou falar da minha saga com a minha pseudo-acne) e como ela já meio que tava aceitando esses aliens eu resolvi declarar guerra às olheiras da minha amiga!! E fui fazer uma pesquisa super aplicada pra tentar destruí-las atenuá-las.

RESULTADO:
Amigans, existem dois tipos de olheiras, e PASMEM, elas tem coooores diferentes, olha só, que  safadinhas!
Não dormiu? Então é por isso, companheira que essa região aí embaixo dos seus lindos olhos estão assim, meio arroxeadas, meio esverdeadas, sabe como? 
Agora, seu olhinho-de-panda é meio parecido com o da sua mãe? Da sua avó? Da sua tia? Você fica torcendo pra sua irmãzinha herdar esse CHALME também só pra não ficar sozinha lutando com os corretivos? Então a coisa aí embaixo dos seus VISORES hahaha tá mais pro marrom.
E aí não adianta nada a senhoritas/senhoras saírem por aí passando esse seu corretivo aí, xuxu! Porque como diz a minha MUSA da beautè, Dona Vic Ceridono: " Se a olheira não é da mesma cor que o resto da sua pele, porque diaaaabos você vai passar o mesmo corretivo?" Bom senso, né? 
A sugestão é usar sempre um corretivo de uma cor que seja exatamente a OPOSTA à cor da suas amigas na roda de cores. Tá, vou ser mais simplista:
Arroxeadas/Esverdeadas: Procure corretivos de tons rosados, mais quentes.
Marrom: Procure corretivos de pigmentação mais neutra, ou seja, mais amareladinhos, puxando até pro bege!
Poooode ser que você precise misturar os dois tons, porque tem gente que con-se-gue ter todas essas cores misturadas nas tais olheiras, é sério! Se for necessário, use o rosado primeiro, pra neutralizar o carão de defunto e depois o amarelinho pra clarear e uniformizar a região ao resto da pele!


MAS E SE EU TENHO BOLSAS EMBAIXO DOS OLHOS, E ELAS NÃO SÃO DA CHANEL!?
Olha gente, não adianta: tem que ir no dermatologista, néam? Esquece a compressa de chá ou de pepino que a sua avó fica te indicando. BULLSHIT! Isso não resolve, só vai dar uma sensação mais confortável. É paliativo, sabe? O que resolve é ir no médico e cuidar de passar protetor solar adequado pro seu tipo de pele todo-santo-dia, até três vezes por dia, o que vai garantir que você também não vai chegar aos 40 com cara de 70. 
Segundo a minha pesquisa, o tratamento mais pedido é de drenagem linfática na região dos olhos, que é pra ativar bastante a circulação. A sessão custa de R$70 à R$150 arôs e parece que resolve, viu?

Bom, meninas, eu espero ter ajudado em alguma coisa. E dado que DORMIR e se ALIMENTAR DIREITO também é parte do cuidado contra as malditas eu vou me direcionando para o meu edredon, tá?

Um beijo e boa noite! =)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O verão de Walério MUSO Araújo e o MAIOR acerto da TNG.




Oe! Nem parece, mas aqui já estamos às vésperas das desesperadoras provas finais na Afundação Getulio Várzea. Passou muito rápido, credo, Brasééél!

Então, ó, tempo zero pra postagem aqui, viu, meu povo? 
Acho que todo mundo aqui já sabe que eu sou perdidamente apaixonada por Walério Araújo, né? E se tem uma coisa que o Walério sabe fazer é festa. E por isso que a coleção do estilista mais BABADO, CONFUSÃO E GRITARIA de São Paulo veio falando de festa. Festa de aniversário, afinal Walério está fazendo 40 anos. Vê se não é MUITO AMOR essa coleção nova do meu MUSO inspirador, gente!?
Eu mostrei aqui neste post, essa semana mesmo, a coleção da Isabela Capeto e falei que a edição de moda dos desfiles dela é genial, né? Pois então, muita gente vem e me pergunta "que diabos é edição de moda, ó criaturannn?" Bom, tinha um vídeo da Oficina de Estilo em que o Vitor Angelo explicava o que era bem direitinho, mas eu não achei.  =/
Então deixa eu explicar, vai: 
Edição de Moda, é a ordem em que os looks são apresentados no desfile. Geralmente a idéia é que o conjunto do desfile, ao final faça algum sentido. Nos desfiles da Isabela, por exemplo, isso fica muito evidente porque a edição é feita respeitando a cartela de cores escolhida para a coleção. Pode prestar atenção nos vídeos dos desfiles dela, youtube it, babies!
E NÃO É QUE ACONTECEU com a TNG também esse lance da Edição? Além de usar uma cartela de cores super resumida (coral, que a The já disse no Fashionismo que é a cor do verão #tendênciafeelings, preto e branco basicamente) as estampas e a modelagem são super modernosas apesar de comerciais e a coleção não apenas FUNCIONA como é LINDA de morrer. Quer ver do que é que eu tô falando??


Nas duas montagens acima, eu coloquei os looks em uma ordem mais ou menos cronológica, ou seja, a mesma ordem de aparição que a editora propôs na passarela. Prestem atenção como o laranja predomina e depois vai sumindo aos poucos, até predominar o branco/preto com o laranja só nas meias das meninas (as soquetes saíram das ruas e ganharam as passarelas mesmo, né meninas?). A gente sabe que não é sempre que a TNG acerta, então, quando acerta em cheio, é justo elogiar! Tomara que vá tudo pra loja, eu ia ficar super feliz!
Bom vou me despedindo. Logo mais eu posto mais aqui, quando tiver de saco cheio dos cadernos! 

Um beijo!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Oi, voltei!

Hello there =)
Não vou ficar pedindo desculpas por não postar, vocês já sabem que é corrido e bla bla bla. BULLSHIT. Vou começar a levar essa belezinha aqui mais a sério.

Esse fim de semana havia dois compromissos inadiáveis e irremediavelmente queridos por esta que vos escreve então a loucura semanal se estendeu para o fim de semana.

Na sexta-feira os queridos Barros @feliprincipe, Guarizo @guarizo e Jul Turner @heyju trouxeram até a Funhouse (popularmente conhecida como a Casinha do Rock) a minha, a nossa, a já mais-que-hypada 4e20 Mixtape, edição especial Ben 10! E não foi que ficou todo mundo MUITO DEZ mesmo!? Graças a Deus não temos fotos dessa esbórnia pra mostrar aqui!!

De minha parte, digo que não sei o que é que eles colocam naquela água mineral aham daquele bar, mas posso garantir que no sábado de manhã eu estava pronta pra seguir pra UTI, de tão cansada.

E aí pra levantar no sábado e fazer a Via Sacra pré Gioconda?! HAHAHAHAHA Lógico que eu não saí da cama né? Perdi a tão gloriosa festa, meu convite, os convites dos amigos... foi tudo devidamente vendido antes, pra não perdermos o dim dim e daí me senti livre para hibernar.



Então, MENINAS e MENINOS que foram à esta edição de gala da Gioconda Venuta, e ahazaram na montação, favor apresentarem suas fotinhos no email que aparece na lateral deste blog, beleSSa? Que aí a gente faz um Especial Red Carpet da Gioconda, já que eu não consegui fazer um post inspiracional pra festchenha aqui, antes de ela ocorrer.

Domingo foi dia de passear no Iguatemi com a família. Eu queria dizer que eu simplesmente ADORO aquele shopping e todas as lojas que lá habitam!! Pode ser fresco, caro, enjoado e não sei o quê mais, mas eu ADORO mesmo assim e não abro mão de comprar uma ou outra coisinha mega-cara por lá de vez em quando.

Ando perdidamente apaixonada por tudo que vem de dentro da loja da Maria Garcia, pelos sapatinhos AMOR <3 da New Order - que tem um blog bapho, olha aqui – e pelos sapatos BAPHOS (desculpem a gíria, tá?) da Schutz. Claro que a FARM também me sugere infartos contínuos do miocárdio – e também tem blog querido das demais blogueiras e clientes - assim como a LOOL que agora tem ponto FIXO lá no Iguatemi, não é SENSACIONAL!? Eu acho!

Bom, sem mais delongas, ficam as notícias!
Beijos <3

domingo, 21 de março de 2010

Está aberta a temporada de shows. E você, vai como?

E 2010 tá sendo um ano de falência de muitos shows dos mais variados artistas. Toda semana tem uma atração (ou mais) pra gente se jogar, se divertir e guardar histórias daquelas que a gente vai contar pros netos.
Esse ano já teve Metallica, teve Coldplay, Beyonça, já teve Planeta Atlântida no RS e em SC, teve lançamento do Esteban em São Paulo e #peloamordedeus né, Brasél, teve  ou quase teve show do Guns e a gente viu que apesar de não se parecer nadinha com aquele pitelzinho de antigamente, o agora tio Axl ainda é um véio durock e muito estilosão.

Acontece que o show que se aproxima é, para mim e pra muita gente, o acontecimento do ano, apenas perdendo para a vinda de John Mayer em Junho (tô sofrendo já!). A banda norte americana Anberlin está fincando seus pézinhos na terra dos papagaios no Brasil e mesmo uma semana antes do concerto acontecer, o mulherio só quer saber de falar do que vai usar no show.
E eu sei que por conta de todos esses shows baphos estarem acontecendo em seqüência, eu posso estar repetindo o assunto, mas espero estar agregando algo aos posts das queridas Jul Turner do Bitchbox. e da The, do Fashionismo.

Primeira coisa, Brasil, antes de tudo: Não é porque você vai a um show de róque, por exemplo, que vai sair por aí toda trabalhada nas tachas, nos rebites e nos correntismos. Não precisa se fantasiar pra ir ao show e muito menos deixar o seu estilo, totalmente pessoal e intransferível, em casa só porque ele pode não "combinar" com o tipo de som que você ouve. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Por isso, respeite seu dia a dia. Muita gente sai direto do trabalho pro estádio/casa de shows, como foi o caso da minha chefe no dia do Coldplay (Gabis, ahazza! <3)  e nem tem tempo pra se arrumar, então acho muito importante que todo mundo tenha consciência de que você vai para ver e não necessariamente para ser vista. E pode estar bonita e coerente com seu estilo mesmo assim.

Dica número dois: Em show acontece de tudo. Chove, tem empurra-empurra, tem gente tresloucada, falta de infraestrutura e até de organização. Então, dado que provavelmente você vai passar por pelo menos UM desses perrengues, a palavra de ordem é sempre CONFORTO.
É claro que se você vai ao show do BB King (que eu amo, mas perdi porque néah, R$400 a gente não tá podendo) pode se enperiquetar um pouquinho mais, porque vai lá, sentadinha e tal, tomar um vinhozinho enquando assiste tudo.
Mas, fora essas ocasiões pra lá de phynas e especiais, CONFORTO é lei.

Então, galere, mantidas as condições normais de temperatura e pressão de um baile: SAIA CURTA, SALTO ALTO E BOLSA GRANDE estão totalmente fora de escopo.


1) Você não quer fazer a piriguetchy e ninguém tá lá pra ver as suas pernocas, mas sim o espetacular solo de guitarra do cara que está EM CIMA DO PALCO. Realiza, gata.
PS: A mesma regra vale para os vestidinhos, viu espertinhas? Barra mais pra perto do joelho e com tênis ou sapatilha, pelo amor de Deus. Na dúvida, vá de shorts.

2) Você nunca sabe como será o piso do recinto. Pode ser LAMA, e aí? Como faz? Sem contar que o show pode chegar a mais de duas horas se o artista se animar e ninguém merece dor nos pés. Por isso, guarde aquele salto a la McQueen para um show em que você vá ficar sentada, ou pra aquele jantar com o BOFFY em que você quer provocar um infarto do miocárdio tão logo aponte no portão de casa.

3) Haverá mais pessoas perto de você no show. Você não está sonhando e seu artista não vai tocar somente pra você, Cinderela, portanto, aconselho que você troque a sua Birkin by 284 por uma Chanéu pequenininha lá da Renner. Bater e esbarrar com a BOLSA nos outros em show é UÓ. Deselegante e de total falta de bom senso.

Fora isso, desencane da chapinha e faça um bem bolado no cabelo. Abuse dos acessórios, só vê se não vai me colocar uma LAGOSHTA a la Lady Gaga no picumã que aí vai atrapalhar a visão alheia, néam. E amigas, sem passar uma tonelada de maquiagem. Pode estar quente e vai ser uó. Economiza na base e abuse da cutis jovem que é pra isso que ela serve. Massa corrida a gente deixa pras tia véia.

Ao longo do post tem as minhas dicas de looks simpáticos pros concertos deste ano.
Espero que vocês ahazzem e colecionem hitórias simpáticas pra contar.
Um beijo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vogue Fevereiro 2010 - Isabelli Fontana por Fábio Bartelt. O RÓQUE É CHIC.

Me deixa feliz porque é prata da casa. A modelo também é de casa. Inspiração pra quem acha vive as voltas tentando imprimir um pouquinho do seu gostinho pessoal pelo rock no jeitão de se vestir e sofre quando o assunto é o dress code pro trabalho.
Quero ir pra Microsoft assim todo dia!
Ah e que se f%*$#da esse layout, tô sem paciência pra arrumar. Vai ficar centralizado mesmo.
Nos falamos no fim de semana, meu povo!
AHAZZEM!

sábado, 30 de janeiro de 2010

E vejo flores em você...

Melhor que tendência de passarela é tendência de rua, não é não?? E se depender do lookbook.nu, as flores são tendência, na certa!
Repara como elas podem deixar o visual super romântico quando ocupa mais da metade do look, como no caso do vestidinho ou quando combinada com tons mais claros, como a blusinha rosê.
O que eu acho mais gostoso dessa tendencinha é que ela pode quebrar aqueles visuais mais radicais, deixando-os mais fresquinhos. Ou seja dá pra gente usar estampa floral no próximo inverno e ainda assim, porque não?, combinada com tudo que a gente quer muito continuar usando usar: wet legging, qualquer legging (alocka!), meia calça de todo jeito, principalmente as rendadas, jaqueta de couro, sapatos pesados e camiseta podrinha.
A legging e sainha lápis florida tem na Zara que eu vi esses dias. #ficadica E, se não achar, exercita essas pernocas corre pro brechó, porque é certeza que você encontrará uma pecinha floral pra chamar de sua!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Fashion Rio Dia 02 - Cantão: Istambul Fashionista na despedida de Yamê Reis


Como sempre, entre mundos, a desdepedida de Yamê Reis da direção de estilo da Cantão levou o espectador a viajar. Mais do mesmo? Que seja, mas uma mesmice muito boa e funcional. Porque além de encantar os expectadores na passarela, os looks de Yamê para a marca FUNCIONAM e muito bem.
Apresentando com exclusividade a atriz Fernanda Lima e uma cartela de cores simplesmente perfeita (olhem as combinações das cores em cada look, gente, não é de chorar no cantinho? @carolparanoia, um beijo!), a Cantão veio mostrar que Istambul e a fusão cultural que esta cidade representa tem tudo a ver com o bronzeado das meninas do Rio de Janeiro.
E nessa mistura louca tem de tudo um pouco: estamparia, musselines, paetês (quero agora!), xadrezes (paixão nacional!), veludos molhados, patchworks. Tudo pretensiosamente descombinado, como as cariocas e o resto das brasileiras gostam.
Pra prestar atenção: vermelho!, peças amplas, vestidinhos curtos, paetês, polainas de lurex, dourado!, correntes e medalhinhas.

Fashio Rio Dia 02 - A Printing e seu caso de amor com a moda internacional


Até agora, a Printing fez o meu desfile preferido (soma-se ao maravilhoso desfile de Giulia Borges) desta temporada – pelo menos até aqui .
A marca, sempre antenada no que há de mais cool nas passarelas lá de fora, manteve a linha de criação propondo, segundo a stylist, Márcia Queiróz “um olhar não-convencional sobre o luxo”. E a inspiração da vez é a Lanvin de Alber Elbaz, que sempre aposta em uma mulher moderninha, mas que nunca deixa de ser sofisticada.
O grande lance do desfile está na pesquisa têxtil que ele sugere para o expectador e também na cartela de cores, no mínimo inusitada – a redação do site CHIC disse que a cartela era de muito bom gosto (concordo!) mas bastante arriscada – a marca dirigida pelo estilista Daniel Rodrigues trouxe para a passarela um espetáculo em que os personagens são os canutilhos gigantes, maxicolares e zíperes aparentes.
Os tecidos seguem um mix muitíssimo atraente entre o vintage e o tecnológico: os tweeds de lã com metal (!!!) e algumas peças feitas de musseline com lurex (!!!). O resultado final, somados todos os riscos é fantástico: os ombros marcados e firmes, bons drapeados , vestidos de cetim estampados (lindos, gente, eram simplesmente lindos!), blazers bem cortados, hotpants (previsível?).

Um desfile que ganhou os nossos olhos aqui do Casulo pela preciosidade dos detalhes. A Printing se supera, fazendo funcionar essa idéia de se inspirar na moda gringa.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ausländer, Giulia Borges: Fahion Rio is ON, babies!

E o primeiro dia foi bastante movimentado. Rio de Janeiro, quase 40 graus (32 mais precisamente). Para chegar ao Píer Mauá, muito trânsito. Nos corredores, alguma confusão.
Ao contrário da temporada passada um erro bastante criticado foi corrigido: o número de desfiles/dia foi reduzido para esta temporada e a RG Vogue acredita que esse ajuste chegou ao número áureo.

A primeira noite trouxe boas surpresas. A Ausländer fez a minha alegria, assim como também deve ter feito a da minha querida Livia Facirolli, dona do Glamour Paraguaio, apostando na temática glam rock. Para quem acompanha a moda de além mares, a marca não apresentou grandes novidades e sim um mix de Balmain, Givenchy, McQueen. A coleção trouxe para a passarela, além do menino do Rio, Rodrigo Santoro, botas fetiche, vestidinhos curtos com silhueta bastante ajustada, leggings masculinas (será que vai pegar, Brasil?!) e as tão famosas camisetas que, com suas estampas divertidas e nada comuns, fazem o sucesso da marca nas prateleiras do Brasil. Na cartela de cores basicamente preto, cinza, um ou outro toque de branco e uma jaqueta prateada que promete ser o hit da marca neste inverno. Por trás da temática rock é fácil enxergar uma referência gótica e apocalíptica, uma vez que a coleção chega agredir os olhos de quem, como nós, está vivendo um verão dantesco. No entanto é esperta e se o inverno for como o de 2009, bastante praticável.



Giiulia Borges fez, para mim, o melhor desfile do primeiro dia. A estilista se inspirou no medo do escuro que todo mundo sente desde a mais remota infância, provavelmente uma memória ancestral que virou instinto, uma vez que homem sempre foi caça e não caçador durante a noite. A inspiração de Giulia resultou em uma coleção com bons vestidos e sainhas curtinhas de modelagem que variavam do godê até a silhueta acorseletada, (tendência que apareceu nas passarelas de verão e foi bastante comentada) meias-calça de tule point d’espirit, golinhas arredondadas e muitos laços, por todas as partes, além de jaquetinhas curtinhas fofíssimas , pluminhas e franjas que trouxeram para a passarela um perfume infantil. A cartela de cores trouxe o preto, branco e nude em diversas nuances, mas a graça ficou por conta do vermelho (tendência feelings, hein?), maravilhosamente trabalhado pela estilista.



a Fernanda Albano (@fer_albano) está me ajudando a cobrir esta temporada de moda, então meus agradecimentos para ela!
Stay tuned
@missdandan